Varejo

O mundo se torna melhor quando eu compro…

E sem que fosse intencional, por estes dias, fui surpreendida com leituras e filmes cujo tema retrata a necessidade de uma desintoxicação do excesso de compras. Tudo por uma vida mais plena, onde a felicidade não necessariamente está atrelada a uma vida de prazeres proporcionados por marcas e objetos de consumo.

Minha pretensão obviamente, não é criar com este post um movimento anticonsumo, até porque, eu sendo profissional de marketing não teria nenhuma credibilidade em levantar tal bandeira e também porque confesso: me rendo a qualquer tipo promoção ou embalagem bonitinha!!!

Até onde sei, o movimento anticonsumo começou na Grécia em 305 a.c. com o filósofo Epicuro, que inspirava as pessoas a viverem de maneira simples, optando por um estilo de vida modesto, longe dos prazeres do consumo de bens materiais.

Nos tempos atuais, o efeito se repete na Inglaterra com uma campanha chamada Enough! (Basta!), na qual as manifestações defendem que o consumo exacerbado é, entre outras coisas o responsável pelo desequilíbrio ambiental do planeta.

Na ficção, o filme Confessions of a Shopaholic ou Os Delírios de Consumo de Becky Bloom ajuda a compreender os efeitos do consumismo numa comédia que retrata a vida de uma jornalista compulsiva, viciada em compras. As cenas evidenciam o poder das vitrines, das técnicas de visual merchandising e das ações promocionais. Demonstra ainda os efeitos negativos do estilo compulsivo da personagem e as consequências de uma vida de excessos.

Outra leitura que me chamou a atenção pelo assunto é o livro Brandwashed – o lado oculto do marketing. Foi escrito por Martin Lindstrom, meu autor preferido para inteirar-se para onde caminha o neuromarketing. Pelo menos no primeiro capítulo que li, Lindstrom cumpriu o desafio de não comprar produtos de desejo por seis meses. O resultado desta experiência, segundo ele, o ajudou a escrever o livro que revela as estratégias de marketing sensorial usadas pelos grandes varejistas mundiais.

E para minha surpresa, quase que simultaneamente à leitura do livro, mudando os canais de TV consegui assistir um trecho do filme “Amor por contrato” com a Demi Moore e aquele ator da série Arquivo X. Trata-se da história de uma família norte-americana rica e perfeita, mas que na verdade, são profissionais de marketing contratados para influenciar a vendas de produtos do mercado de luxo na vizinhança, estimulando um estilo de vida alicerçado no consumo.

foto10

Enfim, meu propósito neste post foi informar algumas várias referências que nos ajudam a entender o poder das marcas x os movimentos anticonsumo.

Vamos refletir?

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s